sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
terça-feira, 13 de setembro de 2016
"A Portugalidade" - Teatro Micaelense - Açores
A Conferência/Concerto "A Portugalidade" foi assim nos Açores...
Reportagem RTP Açores, Telejornal (a partir do minuto 5).
Jornalista António Gil
Imagem Jorge Medeiros
Edição Sandra Costa
Obrigado RTP.
Obrigado Açores.
Telejornal Açores
Reportagem RTP Açores, Telejornal (a partir do minuto 5).
Jornalista António Gil
Imagem Jorge Medeiros
Edição Sandra Costa
Obrigado RTP.
Obrigado Açores.
Telejornal Açores
terça-feira, 26 de abril de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
quinta-feira, 31 de março de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Artigo Jornal "As Artes entre as Letras" 16 de Setembro
E SE FALÁSSEMOS DE MÚSICA?
Nós, os Portugueses,
somos particularmente maus a divulgar o nosso património cultural e artístico.
Esta afirmação é tanto mais válida e correcta
quando se refere à nossa Música.
A este propósito permito-me contar-vos hoje 2
episódios esclarecedores e paradigmáticos que se passaram comigo:
1 – No já longínquo ano 2000, quando
transportava no meu carro um conjunto de convidados do Festival e Concurso
Internacional de Guitarra da Trofa de regresso ao hotel onde ficariam alojados,
o leitor de CDs do automóvel começou a tocar a 1ª Sonata para Violino e Piano de Luís de Freitas Branco
(1890-1955), na versão do Violinista Tibor Varga e do Pianista Roberto Szidon
(Ed. Strauss de 1995).
Madame Danielle Ribouillaud – então Directora da
Revista “Les Cahiers de La Guitare”,
Doutora em Musicologia pela Universidade de Paris-Sorbonne, colaboradora
regular das Rádios “France Musique” e
“France Culture” - disparou então subitamente
em francês:
- Ah! Que Música maravilhosa! É César Franck,
não é?
Respondi apenas:
- Não, não é, Madame.
Então, e não obstante a origem belga deste
compositor, insistiu:
- Bem… Mas isto é certamente Música de um
Compositor Francês do Século XX que neste momento não estou bem a reconhecer…
- Não, Madame, não é. – Repeti.
- Não me diga que é de um Compositor Português!?
Não é possível! Não posso acreditar!
- Efectivamente, Madame. É a 1ª Sonata para
Violino e Piano de Luís de Freitas Branco.
Encurtando pormenores: Ofereci-lhe o
CD. Tempos mais tarde escreveu-me, agradecendo-me uma vez mais o facto de lhe
ter dado a conhecer um Compositor tão importante e mostrando-se embaraçada por
nunca até então ter sequer ouvido falar de Luís de Freitas Branco.
2 – O 2º caso passou-se com um dos
convidados do Ciclo de Concertos “Pianistas Bracarenses”, que organizei em Braga
em 2009 e 2010, o Pianista Domingos Costa.
À época aluno da Hochschule für Musik Stuttgart, contou-me,
a propósito da sua interpretação das Variações
sobre um Tema Popular Português Op. 1 de Fernando Lopes Graça (1906-1994)
que um dos seus professores desta prestigiada Universidade Alemã nunca tinha
ouvido falar neste Compositor. Inquirido pelo aluno sobre quais os Compositores
Portugueses que ele conhecia terá então respondido: Carlos Seixas (1704-1742) e
muito vagamente um tal Emanuel Nunes (1941-2012) embora relacionando este
último muito mais com a França e com o IRCAM (Institut de Recherche et
Coordination Acoustique/Musique) de Paris do que
propriamente com Portugal.
Como
Português senti-me indignado.
Escrevi-lhe uma
carta e enviei-lhe pelo correio a integral das Sinfonias de Joly Braga Santos
(1924-1988) nas magníficas interpretações das gravações mais recentes do
Maestro Álvaro Cassuto para a Editora Naxos (colectânea que inclui as 6
Sinfonias e mais 11 peças sinfónicas deste compositor).
Um
mês depois recebi a resposta deste professor, também ele agradecendo-me o facto
de lhe ter dado a conhecer um compositor tão fantástico e mostrando-se
igualmente envergonhado por desconhecer até aí a Música de um dos mais
extraordinários Sinfonistas do Século XX.
Servem
estes 2 episódios para reforçar a ideia inicial deste artigo.
Portugal
tem e teve sempre (em todas as épocas musicais) excelentes compositores que nos
legaram um património valiosíssimo que pode muito facilmente ombrear com o de
qualquer outro país.
O
mal não está, nem nunca esteve, na produção, mas sim na quase total ausência de
divulgação.
Divulgar
e projectar internacionalmente um património do qual todos nos deveríamos orgulhar
é uma obrigação, um dever, que poucos têm cumprido de forma tão exemplarmente
eficiente como o já citado Maestro Álvaro Cassuto.
Deveria ser algo normal,
perfeitamente corrente.
Não é.
Por
isso, o esforço individual é altamente meritório mas é e será sempre
insuficiente.
Rídiculo até se o
compararmos com o que a esse nível se faz nos outros países.
E
também não se pode dar a conhecer aos outros aquilo que nós próprios
desconhecemos... (Parece-me bem que o grande mal reside aí mesmo!)
Nunca
ouvi um político português dizer que nunca tinha ouvido falar em Camões ou n’ Os
Lusíadas...
Pelo
contrário, já ouvi muitos dizerem:
- Sabe, é que eu de Música não percebo nada... (Isto noutro qualquer país
europeu é o mesmo que se dizer que se é analfabeto).
Então eu pergunto:
Porque
é que não se vêem programadas com uma frequência e regularidade normais a
integral das Sinfonias de Luís de Freitas Branco e de Joly Braga Santos (por
exemplo) pelas Orquestras Sinfónica Portuguesa e Orquestra Sinfónica do Porto –
Casa da Música (estatais), bem como devidamente programadas temporadas musicais
que incluam e destaquem a Música Portuguesa de ontem, de hoje e de sempre, de
todos os grandes compositores portugueses nas grandes salas de concertos deste
país, sem quaisquer desvios? Assumidamente. Com verdadeiro reconhecimento pela
inequívoca qualidade daquilo que é o nosso precioso património musical.
Quando
é que os Programadores e Directores Artísticos das Grandes Salas de Concertos
em Portugal deixarão de ter o complexo provinciano de não fazer tocar com
regularidade e dignamente (com número de ensaios suficiente) as obras sinfónicas
(e não só) dos compositores portugueses?
Já
que tanto apreciam o que é internacional porque é que não prestam mais atenção
a algumas críticas internacionais altamente elogiosas às gravações de obras de
compositores portugueses, de entre as quais destaco (entre muitas outras
possíveis) a atribuição do Prix International du Disque de 2004 –
Cannes com a 4ª Sinfonia de Joly Braga Santos pela National
Orchestra of Ireland, também ela sob a
Direcção do Maestro Álvaro Cassuto?
Qualquer
país civilizado tem orgulho no seu património artístico.
Então
porque é que insistimos neste erro, nesta burrice?
Pergunto
ainda: O que é que os senhores da troika foram ver e ouvir quando estiveram em
Lisboa?
Brahms?
Haydn? Mozart? Beethoven?
Lopes-Graça,
Victorino d‘ Almeida, Frederico de Freitas ou Armando José Fernandes não
ouviram seguramente.
Ou
terão ido só aos Fados? (Até ouvi dizer que a um deles roubaram a carteira no
famoso eléctrico dos turistas...)
Um
país que se diz europeu, com mais de oitocentos anos de história, só pode
afirmar-se, projectar-se e progredir verdadeiramente se apostar em desenvolver-se
deixando indelevelmente e sem qualquer tipo de complexos a sua marca própria. E
isso refere-se antes de tudo o mais à sua Cultura, aos seus valores intrínsecos
da Música, do Cinema, da Pintura, da Literatura, naturalmente diferentes das
dos gregos, dos suecos, dos alemães ou dos noruegueses.
E aí também terá de
estar a nossa Música.
Basta!
Algum dia teremos de
mudar.
Nota Final: A minha
insistência de hoje neste assumido elogio público ao Maestro Álvaro Cassuto
prende-se com o facto deste Chefe de Orquestra já ter gravado mais de 20 discos
de música sinfónica portuguesa – um esforço incomparável com quaisquer trabalhos
congéneres realizados por qualquer outra figura do meio musical português.
Miguel Leite
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Cardeal Patriarca no "Ouvir & Falar" - Teatro da Trindade
Cardeal
Patriarca no Trindade. Da esquerda para a direita: Carlos Lacerda, Miguel Leite,
António Victorino d’Almeida, Erika Pluhar, D. Manuel Clemente, José Manuel
Soares e Jacinta Oliveira 01/06/2015
O Teatro da
Trindade viveu um momento muito especial, na sessão de “Ouvir e Falar”, dia 26
de maio, em que Miguel Leite e o maestro António Victorino d'Almeida,
transpondo para cena o formato televisivo de divulgação musical que tanto
popularizou o maestro, receberam o cardeal patriarca D. Manuel Clemente.
Além da
intensidade com que o maestro Victorino d'Almeida executou uma das suas obras,
inspirada nas pinturas de Goya, o ilustre convidado D. Manuel Clemente, que se
mostrou um profundo melómano, conversando de forma inspirada com os seus
anfitriões, deixou no ar a reflexão de que precisamos de criar disponibilidade
para escutarmos o trabalho artístico: “Vivemos num tempo em que nunca como hoje
se escreveram tantos livros, se editaram tantos discos, mas parece que nos
faltam espaços e tempos para os lermos e escutarmos”.
da Revista Tempo Livre - INATEL
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
quinta-feira, 14 de maio de 2015
Dugressão Internacional sob o Alto Patrocínio da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas assinlando o 75º Aniversário do Maestro António Victorino d' Almeida
Maestro Victorino d' Almeida
vem ao Luxemburgo
O Maestro
Victorino de d' Almeida vai estar no Luxemburgo no próximo dia 4 de Junho, para
participar numa Conferência/Concerto dedicada à "Portugalidade".
O encontro
vai ter lugar às 19h30, no Teatro Municipal de Esch-sur-Alzette.
A vinda do
maestro insere-se no âmbito das comemorações do 75° aniversário de
Victorino d' Almeida, e faz também parte de uma digressão internacional que tem
o patrocínio do Secretário de Estado das Comunidades.
Nesta
deslocação ao Luxemburgo, o Maestro Victorino d' Almeida vai ser acompanhado
pelo Prof. Miguel Leite.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Próximo Espectáculo no Teatro da Trindade
A Fundação
INATEL e o Teatro da Trindade apresentam:
“OUVIR E FALAR”
Ciclo de Conversas com
Música
D. Manuel Clemente – Cardeal Patriarca de Lisboa será o
próximo convidado do 2º Espectáculo da Série “Ouvir e Falar” – Ciclo de
Conversas com Música, no dia 26
de Maio, a decorrer no Teatro da Trindade, às Terças-Feiras às 18.30 H. Uma vez mais, Miguel
Leite e António Victorino d‘ Almeida serão os anfitriões de um Espectáculo que,
neste caso, terá como tema central: “A Música como celebração da Vida!” D. Manuel Clemente, recentemente nomeado Cardeal
Patriarca de Lisboa, figura cimeira da hierarquia da Igreja Católica Portuguesa,
é hoje amplamente reconhecido como uma personalidade fortemente comprometida
com a causa da Cultura, o que o levou a ser distinguido com o Prémio Pessoa em
2009 por ser “uma referência ética para a
sociedade portuguesa no seu todo”, tendo sido o primeiro
dignitário da Igreja a receber esta distinção. À
semelhança do que aconteceu no espectáculo anterior, o público poderá contar
com o desenrolar de um diálogo vivo, interactivo e dinâmico, tendo sempre como
pano de fundo a Música, mas abordando também aspectos tão diversos como o
percurso pessoal do convidado, bem como os temas actuais da sociedade, surpreendendo-se
a cada momento e em simultâneo público e convidado com brevíssimos Exemplos
Musicais previamente seleccionados em DVD (cerca de 2 minutos cada) e também ao
vivo, quer com o Maestro António Victorino d’ Almeida ao Piano, quer com
Músicos Convidados. Os convidados artísticos deste Espectáculo do dia 26 de
Maio serão o Poeta e Declamador Carlos
Lacerda – figura muito conhecida da Rádio e do Espectáculo do Porto e o
Pianista João Lima – Professor/Acompanhador
da Academia de Música de Santa Cecília, colaborador regular da Orquestra
Gulbenkian. Este novo formato de Espectáculo – recentemente
estreado em Lisboa – relembra de certo modo o histórico Programa de Televisão
“Zip Zip”, por um lado porque tem igualmente 2 anfitriões e um convidado e, por
outro lado, porque não é um Concerto (nos moldes tradicionais) nem uma
Conferência, mas também não é de todo uma Entrevista. Trata-se de hora e meia de Cultura e
Entretenimento, conceitos muitas vezes levianamente confundidos mas que podem
ser facilmente conciliáveis como já se demonstrou, ao vivo e em palco, recheada
de momentos de boa disposição, alicerçada contudo no consistente critério da
qualidade, no intuito de dar a conhecer ao público coisas novas no que se
refere à Grande Música.
Legenda das
Fotos:
1 – D.
Manuel Clemente – Cardeal Patriarca de Lisboa
2 – Poeta/Declamador Carlos Lacerda
3 – Pianista
João Lima
4 - Miguel Leite e Maestro António Victorino d' Almeida
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